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quinta-feira, 21 de abril de 2011

BAÍA DO SOL - ASSOCIAÇAO DE MULHERES PESCADORAS

Os moradores da Baía do Sol receberam neste sábado (16/04)cerca de 30 acadêmicos e 11 professores do Curso de Nutrição do Centro Universitário do Pará (CESUPA)que foram até aquela localidade para desenvolver a primeira ação do curso em parceria com a Associação de Mulheres de Pesca da Baía do Sol..


(Na Foto acima: Viviane, Luciene, Manoelita, Bené Cavallero e Ivan Santos)

Foram duas as atividades realizadas: Avaliação e Orientação Nutricional e Exames Parasitológicos em crianças da comunidade. Na palestra foi ensinado aos moradores a importância da elaboração de produtos extraído a partir dos peixes regional como forma alternativa de alimentos com forte valor nutricional.
Para coordenar a ação o evento contou com a participação das professoras Viviane Viana, do Curso de Nutrição e professora Luciane Brasil, coordenadora do Projeto de Pesquisa.

A presidente da Associação de Mulheres da Pesca Artesanal da Baía do Sol, Manoelita da Silva Carvalho agradeceu em nome da associação a presença dos alunos e professores do CESUPA que estava ali para levar um bem para sua comunidade. Da mesma forma antecipando a fala de Manoelita Carvalho, o agente distrital de Mosqueiro, Ivan Santos também agradeceu a investida do CESUPA em prol dessa gente mais humilde.

E em nome da Associação dos Filhos, Amigos e Moradores de Mosqueiro (ASFAMM), Benedito Cavallero parabenizou a iniciativa do CESUPA e da Associação de Mulheres da Pesca Artesanal da Baia do Sol pelo espírito social e solidário, principalmente no atendimento de crianças daquela comunidade.

A presença do CESUPA na Baía do Sol foi motivada pela falta de um, ou de uma, pediatra para atender os casos que requer a presença deste profissional no Posto de Saúde da Baia do Sol, o que fez a associação de mulhers da pesca buscar um alternativa para amenizar a ausência do profissional especializado em pediatria.

Aproveitando a ocasião, o representante da ASFAMM, Benedito Cavallero informou ao agente distrital, Ivan Santos que já havia contactado com uma pediatra que se disponibilizou em trabalhar no Posto da Baia do Sol, precisando para isto, apenas as providências cabíveis por parte da Secretaria Municipal de Saúde (SESMA), solicitando ao agente distrital que intermediasse esse pleito que é da comunidade.

O evento foi realizado na UEI - Bacuri, onde funciona uma creche e atividades, como artesanatos e outros produtos produzidos pela comunidade.

Fonte : Blogdomosqueiro.

sábado, 16 de abril de 2011

QUEM SE LEMBRA DO BICHO DE SETE CABEÇAS QUE FICAVA NA PRACINHA DE BAÍA DO SOL?

Na pracinha do bairro do Bacuri, em Baía do Sol, havia uma escultura feita pelo artista RAIMUNDO MONTEIRO, de uma raiz de bacurizeiro. O Sr. Raimundo Monteiro era funcionário da Prefeitura de Belém e trabalhava na Escola Lauro Chaves. Em frente a essa Escola fica a praça. O Senhor Raimundo Monteiro, talentoso que era, fazia também escultura em cimento. Me lembro que havia uns sapos com olho de bola de gude (peteca para os paraenses) e também um boneco colorido feito de cimento com o apelido de "Teu Pai". Naquela época a praça tinha outra cara, pois dado o carinho que o Senhor Raimundo dedicava à jardinagem e ao paisagismo, como se dizia na linguagem da época, a praça do Bacuri era um "brinco". Dava gosto de se ver. Não raro, depois de uma noite à mercê dos vândalos de plantão, aparecia na manhã seguinte, o boné do boneco quebrado, às vezes o braço, um pedaço do pé tirado e os olhos dos sapos quebrados. Ah, havia também cogumelos, garças, uns sapos menores e muitos outros enfeites ao redor das vielas da praça, feitas com pedra brilhosa da praia.
Do bicho de sete cabeça me lembro bem, todos que visitavam a pequena praça queriam tirar foto perto ou montado nele. Para proteger o bicho foi montada uma maloca, uma palhoça sobre a escultura, cercaram com arame farpado. Mas, com o tempo foi tudo depredado. Hoje a praça do bacuri sofre com a erosão maritima e a cada dia perde seu território. Sem um muro de arrimo, só tem um coreto e uma luminária. Nas férias ainda continua sendo um dos points dos veranistas.

Raimundo Neves Monteiro - O Artista e sua obra.

MANOEL "SINUCA" E O "BICHO DE SETE CABEÇAS" Foto by Demetrio.

"O bicho de sete cabeças" Baía do Sol
Acervo Leonardo Polaro








Praça de Baía do Sol -  by Masharupaiva



Observe: Neste espaço com os banquinhos e as mesas de concreto,
depois do canteirinho em primeiro plano,
ficava a escultura "Dragão ou o Bicho de Sete Cabeças" de autoria do
Artista Raimundo Neves Monteiro.



sexta-feira, 15 de abril de 2011

FUTEBOL NO CAMPO SANTA CRUZ EM BAÍA DO SOL

A bola rola no gramado do Santa. As equipes disputam o troféu da 4ª Copa de Verão. Eis alguns nomes dos times: Cariazal, Veterano, Quentinha, Rola Cançada, Realmatismo, Vila Leó, Vila Nova, Os Malas, Fazendinha, Bahía, Santa Rita, Boca Jr etc.







MEUS AMIGOS DE BAÍA DO SOL

SABOR DO FRANGO - BAÍA DO SOL
Essa galera é de fé. Meus irmãos camaradas. Quando a fome apertar, é só acionar essa equipe e você terá o seu almoço garantido. Quem chega à Baía do Sol, encontra na Rodovia BL-13, ao lado da Panificadora e Mercadinho Serve Bem, o melhor Frango Assado dessas bandas. Eles estão aquí, aos sábados, domingos e feriados e no mês de Julho.


JADER,  JEFERSON E ZÉ CARLOS

JEFERSON DE PLANTÃO - SEU ALMOÇO TÁ GARANTIDO


OS SONS QUE ROLAM EM BAÍA DO SOL - FÉRIAS DE JULHO

A galera agita, balança e a diversão fica a cargo do grande Dragão sob o comando DJ Bruno Paixão, que manda as balas, os mixes os medleys e todos os sons que embalam todas as gerações.
DJ BRUNO PAIXÃO NO COMANDO

MEGATORRE DO DRAGÃO E A EQUIPE DE DJs NOTA 1000

ALTAS MIXAGENS

DIVERSÃO É O QUE IMPORTA. APROVEITA-SE ATÉ OS ÚLTIMOS MINUTOS DAS FÉRIAS EM BAÍA DO SOL

MEGA TORRE DO DRAGÃO

DJ BRUNO PAIXÃO

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

FUTUROS ENGENHEIROS NAVAIS DE BAÍA DO SOL



Engenheiros Navais
  Sempre falo em gratas supresas proporcionadas por Deus, e neste final se semana não foi diferente. Estava a caminho da pescaria de siri, lá na pedra da praça, e de repente estava ali, bem na minha frente a minha infância, traduzida nas peripécias daqueles garotos queimados de sol, como já fui um dia. Meus filhos acharam estranho meu interesse por aquele grupo, mas, depois entenderam. Aqueles meninos são o retrato da felicidade do realizar. Aquele refugo de casco, segundo eles encontrado em mar aberto e doado por um dos tios, sob as mãos ávidas daqueles garotos transformaria-se rapidamente em um esquife de luxo na imaginação deles e singrariam os mares da fantasia ...



Engenheiros Navais
 

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

BAÍA DO SOL - HISTÓRIA by Claudionor Wanzeller

BAÍA DO SOL


FONTE: MOSQUEIRANDOBLOGSPOT

A Baia-do-Sol é a povoação mais antiga da ilha do Mosqueiro, uma vez que ali chegaram os primeiros colonizadores portugueses vindos de São Luís do Maranhão. Banhada pela baia do mesmo nome, localiza-se ao norte, em frente a Colares, a antiga ilha do Sol, onde viviam aldeados os tupinambaranas. Habitada no longínquo passado pelos morobiras, também exímios pescadores da mesma nação, possui praias largas, favoráveis aos ventos e às correntezas das enchentes, as quais eram utilizadas pelos índios, no retorno da pescaria, como local apropriado ao processo de conservação do pescado, no preparo do moqueio, que consiste em assar o peixe no moquém (grelha de madeira fresca), ao calor brando da fogueira. Essa atividade indígena, também desenvolvida nas praias do sudoeste banhadas pela baia de Santo Antônio, fixou a denominação de ilha do Moqueio (atualmente Mosqueiro), substituindo o registro cartográfico de ilha de Santo Antônio existente em 1.666, no mapa de João Teixeira Albernaz.

Fazendinha - by Hernandes Havishe
Baia-do-Sol: povoação mais antiga da ilha do Mosqueiro, localizada ao norte.

Praia Grande: uma das praias do moqueio, técnica indígena de conservação do pescado

Nessa região denominada Província dos Tupinambás, viviam os índios há 12.000 anos, até que foram impiedosamente dizimados pelos conquistadores europeus como os capitães Jerônimo Fragoso e Bento Maciel Parente, embora a construção e o progresso de Belém, em mais de dois séculos, tenham dependido da imprescindível participação nativa, tanto nas edificações quanto no abastecimento da cidade com o comércio de suas colheitas, frutas, drogas-do-sertão, mandioca, farinhas, a caça e o peixe tão abundante nas águas do rio-mar.

O nome da povoação, hoje um bairro do Distrito do Mosqueiro, reafirma a denominação da baia formada pelo rio Pará, tão sugestiva a ponto de dizer-se que o Sol nasce e morre ali, na visão de quem observa à sua frente, sobre as águas, a trajetória eterna do astro-rei, desde o seu berço na ilha do Sol até seus derradeiros raios para as bandas do Paraíso. Fascinados, os índios cultuavam o deus Sol, presença constante a iluminar sua faina diária, proporcionando-lhes o peixe, a caça e os frutos da terra.



Primeiro aventureiro europeu a descortinar tão paradisíaco cenário, o espanhol Vicente Yánes Pinzón ali aportou em janeiro de 1.500 e, na praia, onde pôde deleitar-se com o clima tropical atenuado pelo vento norte, observou maravilhado a imensidão de águas doces e esbranquiçadas pelos sedimentos a que chamou “mar dulce’, em sua perene e titânica luta contra o avanço do oceano sobre as terras verdejantes. Estava ele na costa oriental do rio Pará, braço sul do Amazonas.



Vista aberta para o “mar dulce” de Vicente Pinzón.



Local onde se tem uma visão panorâmica da baia do Sol.

Outro explorador espanhol, Francisco de Orellana, de volta ao delta amazônico em 1.545, fundeara, com certeza, sua nau na baia do Sol, entre as ilhas de Colares e do Mosqueiro. É provável ter desembarcado na praia mosqueirense, já que existe relato de sua surpresa ao constatar a abundância de peixes e frutas.

Local entre as ilhas de Colares e do Mosqueiro onde Francisco de Orellana fundeara sua nau.

É provável que Francisco de Orellana tenha desembarcado às proximidades da Fazendinha

Até o fundador da cidade de Santa Maria de Belém do Grão Pará, Francisco Caldeira Castelo Branco, ao deparar-se, em 1.616, com a orla praiana da enseada que se abre para a baia do Sol, pensara ali instalar o primeiro núcleo de colonização portuguesa, não o fazendo pela dificuldade de desembarque das naus causada pelas enormes maresias da tarde, tão comuns naquela costa da ilha.

As terras da Baia-do-Sol foram doadas como sesmarias ao Padre Antônio Nunes da Silva, em 6 de dezembro de 1.746. Seus herdeiros, utilizando a mão-de-obra de escravos africanos, libertados somente no dia 6 de abril de 1.888, construíram e fizeram florescer sítios agrícolas tão importantes que tornaram a família Silva a mais tradicional daquela parte da ilha.

Como herança, o sítio “Paraiso,” antes denominado “Santana”, coube a Fernando Silva e, depois, à família Travassos, pelo casamento de sua filha Ana Silva com o português José Travassos. O sítio “Paissandu” foi herdado por Jorge Silva, propriedade que passaria à família Pamplona pelo casamento do dono com Adelina Pamplona. As terras em frente à ilha das Pombas, chamadas, naquela época, de Paraguai—talvez uma referência à participação paraense naquela guerra—foram requeridas por Leocádio José da Silva, que, motivado por sua grande devoção à Virgem Imaculada, mudou o nome do Sítio para Conceição. A Casa Grande foi erguida em 1.864 e, anexa a ela, Leocádio Silva mandou construir uma Capela para a Santa, cuja licença foi concedida pelo Bispado de Belém e cuja bênção foi dada pelo Padre Castilho, Vigário de Benevides, no dia 10 de janeiro de 1.855.

Partidário ferrenho de Lauro Sodré, Leocádio Silva foi o chefe político da mais alta expressão na Baia-do-Sol, na segunda metade do século XIX. Casado com Maria do Carmo Silva gerou sete filhos, os quais mantiveram a propriedade na família: Leocádio da Silva Júnior, Izabel da Silva, Florêncio José da Silva, Mariana Augusta da Silva, Rita do Espírito Santo Silva, Antônia Paes e Silva (que, formada na Escola Normal, foi professora no primeiro Grupo Escolar do Mosqueiro) e Gabriel Arcanjo da Silva.

No extremo oriental da ilha, Tomaz Silva instalou-se nas terras que ficaram conhecidas como Fazendinha da Baia-do-Sol. Seu filho Rufino Antônio da Silva, cuja prole era numerosa, iniciou a povoação do lugar e foram seus herdeiros, Raimundo Nonato da Silva, Jorge Florêncio da Silva, Etelvina Camila da Silva e Maria Veneranda Trindade que, no dia 20 de setembro de 1.958, doaram à Irmandade de São Sebastião o terreno para a construção da nova Capela do Santo Padroeiro da localidade, substituindo a antiga erigida pela família e preservando a tradição religiosa que ali se instalara desde os primeiros tempos da ocupação. Aliás, as tradições católicas, entre as quais citamos a Festividade do Divino Espírito Santo na praia do Bacuri, chegaram com os jesuítas da Missão Myribira, responsável pela catequização dos indígenas da ilha do Mosqueiro.

Capela de São Sebastião, na Fazendinha, em terreno doado pela família Silva no ano de 1.958.




Capela do Divino Espírito Santo, na praia do Bacuri.

Antes da rodovia e da ponte ligando o Mosqueiro ao continente, a Baia-do-Sol ficava isolada do restante da ilha, levando sua vida própria e independente da Vila, situada no extremo sul, e seu desenvolvimento restringia-se, sobretudo, às atividades sócio-econômicas e políticas promovidas pelo clã com características feudais que ali se fixara desde os meados do século XIX, o que concorreu, de certa forma, para a preservação dos recursos naturais de grandes áreas daquela região.

Claudionor dos Santos Wanzeller