Nossa História
O BANCO
COMUNITÁRIO TUPINAMBÁ
Em agosto de 2008,
lideranças comunitárias da Baía do Sol viajaram até Fortaleza (CE) para
conhecer a experiência do Banco Palmas (o primeiro banco comunitário do
Brasil), que conseguiu transformar a favela do Conjunto Palmeira, em um bairro
popular com grande vigor econômico. No mesmo ano fizemos uma parceria com o
Banco Palmas para a criação de um banco comunitário na região.
Em janeiro de 2009, a Associação Cultural FM Tupinambá criou o Banco Tupinambá
na Baía do Sol, um bairro de 7.000 habitantes localizado no Distrito de
Mosqueiro, na cidade de Belém (PA) para ser uma rede de solidariedade
entre produtores e consumidores. A ideia era implantar programas e projetos de
trabalho e geração de renda, utilizando sistemas econômicos solidários na
perspectiva de superação da pobreza urbana local.
O Banco Tupinambá é um banco comunitário brasileiro, conhecido formalmente como
"Banco Comunitário de Desenvolvimento" (BCD) e nasceu com diretrizes
bem definidas: garantir microcrédito para produção e consumo local a juros
baixos, sem exigência de consultas cadastrais, comprovação de renda ou fiador;
além de manter a riqueza produzida pelo bairro no próprio bairro, por aceitar a
compra e a venda com a moeda local, operando sob o princípio da “Economia
Solidária”.
Pioneiro na região Norte, o banco foi o trigésimo quarto em um total de cento e
quatro bancos comunitários, que possuem estruturas semelhantes em todo o
Brasil. Gerido localmente pelo Instituto Tupinambá, a missão é
fornecer acesso a serviços bancários para os moradores, que normalmente não
teriam a mesma oportunidade com os bancos tradicionais devido à falta de
histórico de crédito ou de garantia financeira e/ou mesmo à distância
geográfica. Além disso, também visa implementar projetos de trabalho e geração
de renda através de sistemas de Economia Solidária focados na superação da
pobreza urbana e rural.
O objetivo é garantir
pequenos empréstimos para produção e consumo local, sempre com taxas de juros
mínimas. O crédito para consumo na comunidade se dá através de uma moeda social
própria, o Moqueio, cujo nome tem origem na técnica que os índios tupinambás
utilizavam para conservar o peixe e a caça. Foi da palavra Moqueio que se
originou o nome da Ilha de Mosqueiro. Hoje, a moeda social circula em toda
comunidade da Baía do Sol, que possui aproximadamente 7 mil habitantes,
atingindo cerca de 96% dos empreendedores locais.
PRIMEIRAS
AÇÕES
O banco começou com apenas 15 clientes e possuindo como lastro inicial R$
5.000,00. Atualmente, o banco possui uma carteira de R$ 20.000,00. A moeda
social é o Moqueio e está indexada ao Real, ou seja, 1 Moqueio é igual a 1
Real, dessa forma, a quantidade de Moqueio que circula no bairro é exatamente a
quantidade de Reais acumulada no banco. No total, 97 empreendimentos (produção,
comércio e serviço) locais aceitam a moeda e dão descontos para estimular seu
uso. Os empreendimentos cadastrados podem fazer o câmbio no Banco Tupinambá em
caso de necessidades de estoques.
CRONOLOGIA
·
2009: Inauguração do Banco Tupinambá;
·
2011: Criação do Instituto Banco Tupinambá, com o objetivo de
fazer a gestão do
conhecimento e difusão das práticas de Economia Solidária do
Banco;
·
2012: Firma parceria com a Caixa Econômica Federal.
RESULTADOS ALCANÇADOS
Nos últimos três anos (de 2009 a 2012) o Instituto Tupinambá realizou 31.427
operações bancárias e 610 operações de crédito com um volume de empréstimos de
R$ 110.000,00. Beneficiou 1.200 famílias, com manutenção de 50 postos de
trabalho e geração de outros 120. Realizou cursos, oficinas e palestras
para os moradores do bairro e para outros locais, estimulando a rede solidária
de economia.
Hoje os
participantes do Banco Tupinambá vivem melhor: tendem a ter um melhor acesso às
informações difundidas no bairro, são mais participativos nas atividades da
comunidade (como o fórum dos empreendedores) e confiam mais na comunidade,
caracterizando a existência de um maior capital social entre seus
membros. Até o momento foram realizados 31.655 de transações pelo
correspondente bancário e gestão de quase três milhões de reais.
O
Instituto Tupinambá auxiliou na criação de outros Bancos Comunitários na região
Norte do País a partir do sucesso de seu Banco e integra a Rede Brasileira de
Bancos Comunitários, na qual todos os seus membros prestam contas de suas
atividades durante o Encontro Nacional da Rede de Bancos Comunitários.
Atualmente, existem 104 Bancos Comunitários no Brasil.
PARCEIROS DO PROJETO
•
Associação Cultural de Difusão Comunitária Tupinambá;
•
Instituto Tupinambá;
•
Entidades Governamentais e não Governamentais.